Itapetinga: Mulher é condenada a 14 anos de prisão por encomendar a morte do marido


Reportagem: Itapetinga Repórter

Dez anos após o assassinato de Epaminondas Lopes Lima Filho, foi realizado nesta terça-feira (11) o julgamento da viúva da vítima, Maria Zilma Couto Dias, de 52 anos, acusada de ter encomendado o homicídio. O júri popular teve início no começo da manhã e terminou no começo da noite, 13 horas depois.

O administrador de fazendas foi morto no dia 1º de fevereiro de 2009, em Itapetinga, no Interior da Bahia. Ele chegava em casa quando foi surpreendido por dois homens em uma moto e assassinado com vários tiros. Epaminondas era casado com dona Maria, mas o casal estava em processo de separação. Nove meses depois do crime, a Polícia Civil chamou a imprensa para informar que havia elucidado o homicídio.

As investigações apontaram que Maria Zilma Couto Dias juntamente com o namorado na época, Reginaldo Vaz Silva, 49 anos, arquitetaram a morte de Epaminondas, também conhecido por Mazinho. Um pistoleiro, identificado como Douglas Gamaliel Marcelino, foi contratado no Estado do Espírito Santo para colocar em prática o plano criminoso. Como pagamento, ele recebeu 2 mil reais e uma motocicleta.

Na época, Douglas foi preso, mas fugiu do Complexo Policial de Itapetinga. Recapturado no Extremo Sul da Bahia, ele acabou fugindo novamente. Existem informações não confirmadas pela polícia de que ele foi assassinado.

As investigações da Polícia Civil apontaram ainda que uma 4ª pessoa fez parte do crime. Trata-se de um itapetinguense, identificado por Paulo Miguel, que intermediou a contratação do pistoleiro. Ele e Douglas são considerados foragidos da justiça.

Outro detalhe que está no processo e que chama atenção é que Reginaldo (acusado de pilotar a moto usada no assassinato) também atirou na direção da vítima.

Nesta terça-feira, somente Maria Zilma foi julgada por que os dois advogados de defesa de Reginaldo optaram por abandonar o plenário, logo no começo do júri. O juiz da Vara Crime Egildo Lima Lopes liberou o réu para ser submetido ao júri em outra data, mas deu continuidade no julgamento de Maria Zilma.

Os jurados seguiram a mesma tese do Ministério Público, reconheceram que a mulher arquitetou a morte de Mazinho, e optaram pela condenação dela por homicídio duplamente qualificado.

Maria foi condenada a 14 anos de prisão em regime fechado, mas já cumpriu 4 anos, vai permanecer em liberdade por conta de um habeas corpus, que já existe. A tese da defesa foi de negativa de autoria.

O Júri Popular de Reginaldo ainda não foi divulgado.

Fotos cedidas gentilmente pelo repórter Sizinio Neto:

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