Itapetinga: o PMDB não muda nunca

Os filiados do PMDB, reuniram -se no último 17, no Auditório Ulisses Guimarães (Câmara de Vereadores de Itapetinga), para eleger o seu Diretório. Como sempre, Michel criou regras e estabeleceu limites para atuação dos integrantes do seu partido no ato convencional.

Como sempre não houve disputa interna, a surpresa, no entanto, foi o retorno de Michel Hagge, o mais antigo político em atividade na região, ao comando partidário. Não foi uma eleição, e sim um ato homologatório do seu nome. Uma espécie de pajelança. Sem disputa. Ao analisar a chapa eleita, chegamos a conclusão, que o PMDB local, continua sendo partido, mais está longe de ser um movimento que busca o aperfeiçoamento de práticas democráticas internas saudáveis.

Com seu perfil personalista, a experiência de Michel, ao nosso ver, pouco, ou quase nada contribuirá para o crescimento do partido, manterá a legenda cada vez mais engessada, fechada no seu condomínio político. Que o digam os neopemebistas ou neomichelistas, que depois de uma curta passagem por lá, tiveram de bater em retirada, abandonaram a legenda para não serem defenestrados de vez da vida publica.

No PMDB, o sistema é bruto, falta democracia interna e a roda sempre gira em torno dos mesmos personagens, é assim há mais de 30 anos. Por ser uma legenda sectária, os seus quadros não se renovam nunca, e a tendência é continuar sob o comando dos hagges, por mais algumas gerações.